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Este site busca desconstruir as doutrinas naturalistas e ecologistas, sem com isso defender o antropocentrismo e a degradação ambiental sem limites, mas, ao contrário, tendo como base a convicção de que o naturalismo,  o ecologismo e a ecologia profunda sim são crenças folclóricas antropocêntricas, especistas e totalitárias.

As vítimas da contaminação e da degradação do meio ambiente não são a Natureza, mas sim indivíduos concretos que passam despercebidos e permanecem em nossa imaginação de forma abstrata. Além disso, a vida desses indivíduos é típica e naturalmente sofrida e isso quase sempre é ignorado, mesmo por veganos e defensores dos animais (que também costumam cometer outros tipos de contradições e ser pouco eficazes). Temos o dever moral de levar isso a sério e fazer o possível para melhorar a situação desses indivíduos, tema que vem se desenvolvendo atualmente. E os obstáculos para isso demonstram ser mais culturais e morais do que técnicos.

O meio ambiente certamente tem valor instrumental para a sobrevivência dos seus habitantes sencientes. Mas reconhecer isso é diferente de dar valor intrínseco a entidades naturais ou venerar supostas “leis naturais” e dar a elas caráter normativo cometendo a falácia de considerar que o que é natural é bom, e que o que é artificial é mau. Assassinato, estupro e doenças como câncer também são naturais, mas quando ecologistas são as vítimas, esse sentimento religioso de que o natural é correto não é adotado. Ao avaliar se algo é bom ou mau não importa se tal coisa é natural, mas sim se isso causa, por exemplo, experiências negativas ou outros danos a indivíduos sencientes.

A própria palavra natureza tem significados contraditórios (ora indica tudo que existe, ora, aquilo que existe sem a ação humana), que tornam o mito naturalista ainda mais confuso. Um dos motivos da reverência à “Mãe Natureza” é a ideia totalitária de preservação da ordem. Cada indivíduo tem o seu lugar, sustentando assim a integridade do todo. Porém ditadores, torturadores e fascistas também preservam a ordem, oprimindo indivíduos para o bem de uma totalidade abstrata. Assim o naturalismo costuma ser usado por diversos movimentos reacionários para legitimar o racismo, o eugenismo, o patriarcado, a homofobia, o colonialismo, e o especismo. Por isso, embora a essência permaneça a mesma, às vezes o termo ordem natural é substituído por equilíbrio natural, que aparentemente é mais simpático à ideia de democracia em voga. Por outro lado, existe a visão liberalista da “lei da selva”, do cada um por si, que fundamenta a sobrevivência dos mais fortes ou mais aptos, excluindo os fracos e assim favorecendo o todo. Por ser algo natural, é preciso respeitar isso sem murmurar. Em ambos os casos os interesses dos indivíduos são ignorados para beneficiar os do Todo (Natureza ou Sociedade), ainda que não seja nada claro que interesses esse Todo abstrato pode ter.

Assim, aqui são publicados materiais relacionados a críticas ao naturalismo e a temas como antiespecismo e intervencionismo, buscando boas estratégias para seus objetivos. Todas as pessoas que queiram compartilhar suas opiniões sobre esses temas são incentivadas a entrar em contato.

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